Não basta ser magro. É preciso ser saudável

O preparador físico Marcio Atalla fala sobre alimentação, mudança de estilo de vida e a importância da movimentação.

exame_blog

Na era da informação não há desculpa para dizer que não se sabe da importância do movimento para a melhora da qualidade de vida. “Se eu tenho tanta informação – e hoje em dia o que mais se tem é informação –, por que não cuido da saúde?” Foi essa a pergunta que impulsionou a produção do documentário Naquela Época e Hoje, idealizado pelo preparador físico Marcio Atalla. Com a ajuda de especialistas, Marcio visa incentivar a mudança na vida de cada espectador. A ideia é que as pessoas percebam que nosso corpo só vai funcionar bem com movimento, que o ambiente em que se vive determina o estilo de vida, e incentivá-las a fugir das dietas milagrosas e alimentos mágicos. Para isso, Marcio buscou comprovação científica e ouviu a opinião dos maiores nomes da medicina. “Uma pessoa que nasceu na década de 1950 tinha outro estilo de vida, com muito movimento. Essa pessoa não precisava ir para uma academia. Esse movimento já era do dia a dia. O que eu quis mostrar é que ao mudar o meio ambiente você muda também o estilo de vida. E ele é responsável pela saúde”, diz. atalla_infog

O PESO DA ALIMENTAÇÃO

A alimentação representa apenas 30% na mudança de hábitos, mas inverter a equação parece simples: é mais fácil deixar de comer certos alimentos do que incluir o movimento na rotina. “É um engano. Dietas radicais e por tempo limitado são as responsáveis pelo efeito sanfona, que faz você engordar e emagrecer, engordar e emagrecer. E isso é tão prejudicial para o corpo quanto a própria obesidade”, afirma Marcio. Se a alimentação tem um papel tão importante hoje, é porque as pessoas não se movimentam o suficiente e não buscam entender o funcionamento do corpo. “Não dá para pensar ‘eu vou me alimentar bem menos porque eu não vou me movimentar’. O ‘não se movimentar’ leva às doenças crônicas.” Não basta estar magro, é preciso estar saudável. —- Essa matéria foi originalmente publicada na nossa Revista Exame Laboratório e Imagem, no.1.

Conheça o Painel Genômico

Saiba como a genética e o estilo de vida podem influenciar a saúde.

exame_blog

Se antes as doenças eram tratadas, hoje o objetivo é evitar que elas apareçam. Essa é a era da saúde, que começou com o advento das vacinas, foi intensificada com os check-ups, que apontam problemas em seus primeiros estágios, e chega agora a um novo patamar: os testes genômicos, capazes de descobrir fatores de risco para o desenvolvimento de condições específicas de saúde e apontar as melhores atividades físicas e dietas alimentares para cada pessoa.

Como a expectativa de vida, no último século, aumentou 30 anos, de acordo com o neurocientista Steven Rehen, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esse tempo precisa ser vivido com saúde.

Oferecido pelo Laboratório Exame de forma pioneira, o painel genômico é uma ferramenta indispensável. “O Painel Genômico de Nutrição e Resposta ao Exercício oferece informações importantes que ajudam a entender como a genética e o estilo de vida podem influenciar a saúde do indivíduo”, diz nosso médico endocrinologista, Dr. Sergio Vencio. Com esses dados em mãos, a pessoa pode adotar medidas preventivas para manter uma boa qualidade de vida. É necessária uma simples amostra de saliva para mapear e analisar mais de 140 marcadores genéticos, produzir um relatório personalizado com informações que ajudam a entender como a genética de um indivíduo afeta sua resposta à dieta, nutrição e à prática de exercícios. Os principais itens avaliados são:

  • tipo de dieta (baixo teor em gorduras e carboidratos, mediterrânea ou balanceada;
  • traços de comportamento alimentar (a necessidade de lanchar entre as refeições, fome e saciedade, desinibição alimentar, desejo por certos alimentos);
  • necessidades nutricionais (como as vitaminas B6, B12, A, D, E e folato);
  • reações  a  alimentos  (metabolismo  da  cafeína,  gosto amargo e intolerância à lactose e rubor facial induzido por álcool);
  • relação entre corpo e peso (recuperação do peso perdido, metabolismo, níveis de adiponectina –hormônio que regula processos metabólicos – e obesidade);
  • exercícios  (treino  de  resistência  e  musculação,  força muscular, resposta a exercícios, respostas de sensibilidade à insulina, perda de peso e gordura corporal, pressão sanguínea e padrão de colesterol).

É importante lembrar que o resultado desse painel não deve ser visto como sentença. A maioria das doenças é multifatorial e nossos gostos pessoais devem ser respeitados, afinal a felicidade é parte importante da saúde. Assim como a predisposição a um tipo de doença não significa necessariamente que ela será desenvolvida, exames como esse são instrumentos que apontam fatores de risco para que você possa evitar ou retardar complicações com a adoção de medidas específicas. “A pessoa que realiza esses testes poderá contar com dados importantes para o resto da vida em relação à medicina preventiva”, explica.

Clique para mais informações e conhecer as unidades que oferecem esse exame:

http://www.laboratorioexame.com.br/inovacao/painel-genomico

Sete passos para começar a praticar atividades físicas

Leve os exercícios físicos para o dia a dia, ganhe em bem estar e qualidade de vida

Exame_2701_b

Nunca é tarde para adotar uma rotina saudável de exercícios. As razões podem variar: perder peso, fortalecer a saúde ou deixar a tristeza de lado. Os benefícios são muitos: viver mais e melhor e diminuir até 54% do risco de morte por problemas cardíacos, segundo o Ministério da Saúde. Ainda ajuda a emagrecer e se livrar do estresse. A prática de exercícios físicos também induz a produção de endorfinas, que ajudam a combater a depressão.

Mesmo para fazer uma simples caminhada diária, é importante passar por uma avaliação médica indicada para a prática esportiva. Devem ser feitos exames cardiológicos específicos e simples, como testes ergométricos e eletrocardiograma, além de exames no sangue para checar as taxas de colesterol e glicemia.

Veja os primeiros passos para quem está começando a praticar atividades físicas:

1. Saúde em dia: É importante ter uma avaliação física completa para fazer uma escolha de acordo com suas necessidades e condicionamento físico.

2. Roupa perfeita: Use roupas leves e tênis confortáveis.

3. Corpo preparado: Inicie sempre com alongamentos para preparar músculos e articulações. Faça os exercícios principais por 30 minutos e finalize com os alongamentos iniciais. Não faça exercícios em jejum. Prefira alimentos leves, como frutas, cereais e sucos até 1h antes de iniciar os exercícios.

4. Hidratação: Hidrate-se antes, durante e depois dos exercícios. Beba meio litro de água nos intervalos de descanso e até um litro nas próximas horas depois do treino.

5. Sem pressa: Vá com calma. As primeiras aulas, mesmo sem resultados aparentes, são importantíssimas para adaptação e fortalecimento dos músculos e articulações, evitando lesões.

6. Fuga da rotina: Para potencializar os resultados, varie o treinamento.

7. Um passo por vez: Aumente a intensidade de seus exercícios gradualmente e siga as orientações de seu médico e de seu professor.

Como organizar a rotina no começo do ano?

Algumas dicas simples podem te ajudar a administrar seu dia a dia

shutterstock_158576756

No começo do ano, traçamos metas e estabelecemos objetivos a serem cumpridos. Porém, deixar a rotina em ordem é um dos primeiros passos para começar a tirar seus projetos do papel. São tantas atividades em nossas rotinas envolvendo carreira, família, saúde e outros aspectos, fica estabelecer um equilíbrio entre tudo sem organização.

Com pequenas mudanças de hábito, podemos começar a colocar mais ordem e tranquilidade em nossas vidas. Veja algumas dicas abaixo:

Inclua a família na organização da agenda. Assim como seu chefe e seus colegas de trabalho, eles não querem ser surpreendidos com uma ausência inesperada ou mudança de planos. Converse com eles antes de assumir compromissos que terão impacto na vida de todos.

Evite enviar e-mails profissionais fora do período de trabalho. Saiba separar a vida profissional da vida pessoal.

Descanse. Relaxar é importante para estimular a criatividade e encontrar soluções. Durante a noite, durma em média oito horas.

Substitua grandes promessas por metas menores. Elas podem se concretizar mais facilmente e ajudar a manter sua motivação.

Dê prioridade a sua saúde e seu bem-estar. Adotando uma rotina saudável você terá disposição e saúde para realizar outras tarefas. Faça exames preventivos regularmente, tenha uma alimentação balanceada e não deixe de praticar atividades físicas com frequência.

A sua boca também dá sinais de saúde

Complicações na boca podem ser sintomas de doenças

A sua boca também dá sinais de saúde

Muitas vezes a boca é deixada de lado quando o assunto é saúde. A maioria das pessoas escova os dentes seguindo as orientações do dentista e sequer percebe que a boca está dando vários sinais de que a saúde não está muito bem. Nós selecionamos alguns deles para você ficar de olho:

Mau hálito

Na maioria das vezes, o mau hálito é consequência da falta de higiene bucal, causando uma camada de células descamadas, restos de alimentos e bactérias na língua. É a chamada saburra. Mas algumas doenças têm o mau hálito como sintoma, caso da gastrite e do refluxo gastroesofágico. Doenças respiratórias como rinite, sinusite, faringite e amidalite também podem causar um cheiro desagradável na boca.

Feridas

Muitas pessoas sofrem com feridas ou bolhas na boca, principalmente nos lábios. Apesar de ser sintoma de doenças inflamatórias do intestino e reações alérgicas a produtos, remédios e alimentos, as feridas também podem indicar herpes. A doença é contagiosa e o vírus pode ficar latente no organismo durante anos sem se manifestar, aparecendo em situações de estresse, ansiedade, infecções, menstruação e gripes.

Boca seca

A boca seca pode ser sintoma de mais coisas além de sede, como Diabetes tipo 1, hipotireoidismo, amiloidoise, fibromialgia, psoríase, bruxismo e até AIDS. Se você notar que sua boca está seca constantemente e sem qualquer motivo aparente, procure um dentista para que ele possa te avaliar e indicar um médico, caso necessário.

Aftas

As aftas são aquelas feridas brancas com contorno avermelhado que doem muito. Normalmente podem aparecer por causa de algum alimento ácido, mordidas no local, desregulação hormonal e alergia a alimentos. Porém, elas também podem ser sinal de um sistema imunológico fraco e podem se manifestar após um incidente de estresse ou ansiedade. A afta deve se curar sozinha em até duas semanas, caso contrário, busque um dentista para avaliar a ferida.

Verrugas

A maior causa de verrugas na boca é o HPV. Elas se manifestam nas gengivas, língua, bochecha, céu da boca e garganta. Elas são achatadas e esbranquiçadas. Caso você note algo parecido em sua boca, procure um médico para o tratamento, pois o HPV pode causar até mesmo câncer de garganta.

Celular pode causar infertilidade

Radiação emitida pelos aparelhos afeta a qualidade do espermatozoide

Celular no bolso pode afetar fertilidade masculina

Quem nunca ouviu dizer que as radiações dos celulares podem fazer mal para as pessoas? Um estudo britânico da Universidade de Exeter descobriu que os espermatozoides, pelo menos, podem estar em risco quando o celular é guardado no bolso da calça. O estudo revisou dez pesquisas já feitas sobre a qualidade do esperma feitas por clínicas de fertilização e centros de pesquisa para chegar a esta conclusão.

As amostras analisaram a quantidade de espermatozoides, motilidade e quantos deles estavam vivos no esperma. Comparando com um grupo de controle, as amostras expostas à radiação de celulares apresentaram uma redução de 9% de espermatozoides vivos e de 8% em relação à motilidade deles, ou seja, a velocidade que se movem em direção ao óvulo.

Vale lembrar que o calor emitido por celulares e computadores também são prejudiciais aos espermatozoides. Por isso, além de evitar colocar o celular no bolso da calça, evite também deixar o notebook no colo. Opte por mesas, no caso do computador, e bolsos longe da virilha, no caso do celular.

12 horas de jejum?

Mitos e verdade dos exames laboratoriais

Cortes06

Horas em jejum, fazer exames doentes, tomar ou não tomar o remédio antes da coleta de sangue: conheça os mitos e verdade sobre os exames médicos:

Preciso ficar 12 horas em jejum para todos os exames? Não, isso só é preciso em dois exames: o de glicemia e o de colesterol e triglicérides. Nestes casos, as 12 horas são necessárias pois é o tempo que demora para o organismo metabolizar a glicose e a gordura. Procure fazer esses exames pela manhã, assim boa parte do seu jejum terá passado enquanto você dorme.

Suspender medicamentos é recomendado? O ideal é fazer o exame o mais longe possível da última dose, desta maneira, o remédio estará mais diluído no sangue. Em caso de exames com jejum, tome o medicamento apenas após a coleta do sangue. É importante perguntar ao médico se o remédio deve ser tomado normalmente ou não, pois em alguns casos, o exame é feito justamente para avaliar os efeitos do medicamento no corpo.

Estou doente, posso fazer o exame? Caso você esteja doente, não é aconselhado fazer exames, contanto que o teste não esteja sendo feito para diagnosticar tal doença. Muitas vezes o organismo está lutando contra a doença, o que pode alterar alguns resultados. O ideal é esperar a recuperação e, então, marcar o exame novamente.

Exames de fezes e urina precisam ser feitos no laboratório? Não, contanto que não seja o exame para diagnosticar uma infecção urinária. Neste caso, a urina deve ser fresca, pois o contato com o ar favorece a proliferação de bactérias. Em outros casos, você pode pedir o potinho e levá-lo para casa. Nos exames de urina, a amostra deve ser entregue até duas horas após a coleta. Já as fezes podem ser entregues até 24 horas depois de serem coletadas e precisam ser mantidas em refrigeração até a entrega no laboratório.

Para mais informações sobre o preparo necessário a cada tipo de exame, entre em contato com o nosso Atendimento ao Cliente (061) 4004-3883.

AIDS: 19 milhões de pessoas têm o vírus e não sabem

Taxa de contaminação vem caindo mundialmente, enquanto cresce no Brasil

Cortes01

Um relatório da ONU revelou que das 35 milhões de pessoas portadoras do vírus da AIDS, 54% delas não sabem que carregam o vírus. Os principais motivos que levam um paciente a não saber que é soropositivo são: difícil acesso ao exame, principalmente em países subdesenvolvidos, ou simplesmente o fato da AIDS ser uma doença silenciosa em seu estágio inicial, fazendo com que a pessoa não pense que exista a possibilidade de ter o vírus.

No Brasil, a situação é preocupante: o número de infecções, que acontecem principalmente em jovens de 15 a 24 anos, aumentou 11% de 2005 a 2013, enquanto no resto do mundo, a taxa de infecção apresenta queda. Outro índice que subiu no Brasil foi o de mortes por HIV, aumentando 7% no período.

Por outro lado, mundialmente a epidemia da AIDS vem diminuindo. Segundo o relatório, nos últimos três anos o número de novas infecções caiu 13%. Por causa do tratamento com medicamentos antirretrovirais, 76% das pessoas infectadas estão no estágio de supressão do vírus, ou seja, não podem transmitir a doença para outras pessoas. Por isso a importância de saber se o paciente tem o vírus ou não. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, mais rápido o vírus pode entrar em supressão. De acordo com o relatório da ONU, se os processos de combate ao HIV seguirem crescentes até 2020, em 2030 a epidemia mundial de AIDS pode se aproximar do fim, evitando 18 milhões de novas infecções e 11,2 milhões de mortes.

Você sabe o que é fibromialgia?

Síndrome causa dor no corpo, insônia e cansaço

Cortes05

Sentir dor é sinal de que algo não está certo com o nosso corpo. Na maioria das vezes, ela é sintoma de alguma complicação. Mas, no caso da fibromialgia, a dor deixa de ser sintoma e passa a ser a doença. A síndrome causa dores musculares generalizadas, muitas vezes associadas ao cansaço, dormência nas mãos e nos pés, insônia e depressão psíquica.

Cerca de 5% da população mundial é acometida pela fibromialgia, sendo mais frequente em mulheres entre 35 e 50 anos. Apesar de ter sua causa ainda desconhecida, acredita-se que lesões muscoloesqueléticas sofridas ao longo da vida e traumatismos sejam responsáveis pelo surgimento da doença. Problemas emocionais e alterações hormonais também estariam associados a sua origem.

No caso de suspeita da doença, é importante buscar ajuda médica, pois a fibromialgia pode mascarar sintomas de outras doenças, como hipotireoidismo e Parkinson. O diagnóstico é clínico, sendo médicos reumatologistas e neurologistas os mais indicados para diagnosticar e tratar a fibromialgia.

O tratamento consiste em práticas moderadas de atividade física, fisioterapia para melhorar a dor e relaxar os músculos e uso de medicamentos como antidepressivos, analgésicos e relaxantes musculares, se houver necessidade. Há casos em que a acupuntura pode ser bem sucedida. Só inicie qualquer tipo de tratamento sob orientação médica.