Incidência de pedras nos rins aumenta 30% no verão

Cerca de 15% da população brasileira apresenta cálculos renais; em 85% dos casos, as pedras são pequenas e expelidas pela urina

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A incidência de pedras nos rins aumenta cerca de 30% no verão, entre os meses de janeiro e março. Isto ocorre porque com o calor, as pessoas transpiram mais e não ingerem líquidos o suficiente. Além disso, durante as férias há uma tendência ao consumo de alimentos industrializados e ricos em sódio, que facilitam ainda mais o aparecimento de cálculo renal.

Cerca de 15% da população brasileira apresenta cálculos renais. Em 85% dos casos, as pedras são pequenas e expelidas pela urina. O restante dos pacientes apresenta dores fortes e infecções, necessitando de tratamento à base de remédios ou de intervenção cirúrgica. A chance de reincidência da doença também é grande: metade dos pacientes volta a ter a doença. Por isso, é importante que os pacientes que já sofreram com pedras nos rins realizem acompanhamento para evitar novas crises.

Há alguns fatores de risco para o desenvolvimento de pedras nos rins. Entre eles, pessoas que já se submeteram a cirurgia bariátrica, pessoas que bebem muito álcool e pacientes com gota. Nestes casos, é preciso que o paciente tenha cuidado redobrado para evitar o problema.

Veja abaixo os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento de pedras nos rins:

– Pessoas que já passaram por cirurgia bariátrica – A cirurgia modifica a absorção de oxalato, por alterar a composição da flora intestinal, o que contribui para a formação do cálculo;

– Pessoas com Gota – Esta doença promove um aumento de ácido úrico, uma das causas de cálculo renal;

– Alcoolistas – O excesso de álcool causa desequilíbrio agressivo no processo de absorção das substâncias que formam as pedras;

– Pacientes que apresentam infecções urinárias de repetição;

– Uso indiscriminado de antiácidos e vitamina C.