Evento internacional debaterá o diagnóstico por imagem do câncer de próstata

Participação em congresso internacional reforça a importância da detecção precoce da doença mais prevalente no público masculino

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O câncer de próstata é o tipo mais prevalente em homens e é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total deste tipo de doença, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Não é à toa que o tema será debatido no maior congresso anual de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do mundo, o RSNA Annual Meeting 2015, promovido pela Sociedade de Radiologia da América do Norte (RSNA), entre 30 de novembro e 5 de dezembro deste ano, em Chicago, nos Estados Unidos.

 

O laboratório Exame faz parte da empresa brasileira que levará o maior número de análises científicas ao evento. Dos 120 estudos que serão apresentados, 4 falam especificamente sobre o papel da ressonância magnética na detecção precoce do câncer de próstata. “Estes trabalhos são o resultado de anos de pesquisa e de vasta experiência na aplicação das mais avançadas técnicas de ressonância na detecção precoce do câncer de próstata”, acredita Dr. Marcos Madureira, especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, e que integra o corpo clínico do Laboratório Exame.

Para o especialista, a detecção precoce é o pilar fundamental capaz de reduzir o número de mortes relacionadas ao câncer de próstata. “A ressonância magnética tem desempenhado papel cada vez mais importante no diagnóstico e na caracterização desta doença. O exame também auxilia o médico na seleção da melhor forma de tratamento e de manejo da doença”, explica.

 

De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia e da Sociedade Americana de Câncer, a ultrassonografia isoladamente não é recomendada para o diagnóstico por imagem do câncer de próstata. “Dessa forma, a ressonância vem ganhando cada vez mais importância. Este equipamento permite encontrar os locais suspeitos de câncer dentro da próstata para realização de biópsias mais precisas, reduzindo assim o número de procedimentos invasivos e o tempo para o diagnóstico”, alerta Dr. Madureira.

 

Exame complementar

 

Dr. Madureira acredita que a ressonância magnética da próstata se destaca por causa da alta resolução de suas imagens e da possibilidade de se estudar o comportamento biológico dos tecidos investigados. “Tudo isso de forma não invasiva, com o auxílio das mais novas técnicas funcionais de imagem. O exame de ressonância magnética dura em média 30 minutos, é bastante seguro, não utiliza radiação ionizante, e deve ser feito preferencialmente antes da realização da primeira biópsia prostática”, esclarece o especialista.

 

Segundo Madureira, é importante ressaltar que apesar do grande valor do diagnóstico por imagem do câncer de próstata, a avaliação clínica, o exame digital retal e o exame de laboratório de PSA, são também fundamentais no rastreamento desta doença. “A Sociedade Brasileira de Urologia orienta todo homem acima de 40 anos a se consultar com um urologista pelo menos uma vez ao ano. Ele irá demandar os exames complementares necessários para cada caso”, conclui o médico. Para saber mais sobre o exame, ou para agenda-lo acesse www.laboratorioexame.com.br.