Tireoide: a vilã do sobrepeso. Mito ou verdade?

Saiba a diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo e conheça o inovador Método Chammas

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Indispensável para o funcionamento do corpo humano, a glândula tireoide é responsável pela produção de hormônios que controlam os órgãos, além da temperatura e do metabolismo. Quando a glândula tireoide não funciona corretamente, a produção dos hormônios tireoidianos (HT) se torna insuficiente, causando o hipotireoidismo, ou excessiva, levando ao hipertireoidismo. No entanto, alguns mitos cercaram a glândula tireoide de forma prejudicial. O maior deles? “Achar que a tireoide causa ganho de peso ou que torna difícil a perda de peso”, conta a endocrinologista Dra. Suemi Marui, nossa consultora. Outro tabu diz respeito aos nódulos na glândula tireoide, que não necessariamente são prejudiciais ao corpo. “Na verdade, a maioria desses nódulos é benigna”, explica.

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QUAL A DIFERENÇA: HIPOTIREOIDISMO X HIPERTIREOIDISMO

Só de ouvir esses nomes enormes já dá para ficar assustado. Mas ao compreender o que cada um deles significa é mais fácil entender como devemos cuidar do nosso corpo.

Hipotireoidismo
É quando a glândula tireoide produz poucos hormônios, causando uma deficiência deles no corpo.

Hipertireoidismo
É quando essa mesma glândula produz hormônios em excesso, o que deixa nosso corpo sem equilíbrio.

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INOVAÇÃO: O MÉTODO CHAMMAS

Um método de análise de nódulos da glândula tireoide mais eficiente tem ajudado a aumentar a precisão do diagnostico. Criado pela coordenadora do serviço de ultrassonografia Dra. Maria Cristina Chammas, a Classificação Chammas utiliza a ultrassonografia com doppler colorido e pulsado para exames dos nódulos . A partir desse material, é feita uma triagem dos nódulos que aponta quais precisam ou não de biópsia. O método, que evita biópsias e cirurgias desnecessárias, também pode indicar o acompanhamento para nódulos com biópsia inconclusiva e leva apenas dez minutos.

 

A importância da água para uma vida saudável

Conheça os efeitos do corpo hidratado, da desidratação e a crise hídrica.

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Desde criança, aprendemos que a água é fundamental para a vida na Terra. Encontrada em cerca de 70% da superfície do planeta, ela é responsável pelo surgimento e manutenção da vida e está presente na composição de todos os seres vivos. Não bastasse isso tudo, a água é um dos mais importantes fatores para a conservação da saúde, já que participa de todos os processos corporais “desde a regularização dos fluidos corporais, o controle prescrito, a termorregulação, os sistemas endócrinos e hormonais, a filtração e eliminação de excessos e resíduos de metabolização do corpo” explica o Dr. Mauro Scharf, endocrinologista e diretor médico. Resumindo, a água é vida em nosso corpo.

O corpo humano possui em torno de 65% de água em sua constituição, sendo que cada parte possui maior ou menor quantidade desse líquido: os músculos têm 75% de água em sua composição, o sangue possui 95%, a gordura registra 14% e os ossos, cerca de 25%. A distribuição da água pelo corpo se dá quando ela é ingerida, uma vez que o líquido é guiado a todas as células para que cada uma delas execute suas funções de forma adequada. “Ao ingerirmos quaisquer bebidas, elas são absorvidas pelo tecido mucoso e pelos intestinos. Utilizamos a água e seus componentes e eliminamos os excessos através do sistema urinário”, conta o Dr. Mauro.

A CRISE HÍDRICA

Agora, imagine um cenário em que a água fosse um elemento escasso na Terra. Primeiro, a temperatura do planeta aumentaria, plantações inteiras se perderiam por falta de irrigação, as florestas ficariam secas e sujeitas a queimadas, os animais sofreriam com a desidratação que, em um segundo momento, os levaria à morte. “Precisamos repor de forma equilibrada a água perdida diariamente pelo corpo através da urina, do suor e das fezes. Se a quantidade adequada não é reposta, entramos em um processo de desidratação e intoxicação e prejudicamos a eliminação de certas toxinas e metabólitos filtrados pelos rins”, pontua.

A atual crise hídrica que atingiu a região Sudeste do país, concentrada principalmente em São Paulo, maior cidade do Brasil e da América do Sul e quarta maior do mundo, mostrou que um quadro como esse pode não estar tão distante quanto se imagina. Após três meses de poucas chuvas, o sistema que abastece a região chegou perto de um colapso. Dados da pesquisa anual Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), que mede o índice de satisfação dos moradores, revela que oito em cada dez paulistanos acham que o risco da água secar nas torneiras é grande. Cabe à sociedade como um todo cuidar desse bem precioso, mas manter o corpo hidratado depende de cada um de nós.

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PORQUE SENTIMOS SEDE

Fatores como o excesso de atividades físicas, o consumo de álcool, calor excessivo e doenças que provoquem vômitos e diarreias causam desidratação. Antes de chegar a esse estado, o cérebro envia um aviso ao corpo, um sinal de alerta requisitando água. “Sistemas hormonais neuroendócrinos avisam o sistema nervoso, que responde por meio da secreção do hormônio antidiurético e modifica os sistemas de controle da sede em nosso corpo”, revela o Dr. Mauro. Mas se levarmos em consideração que todo líquido que ingerimos possui água, ela poderia ser substituída por sucos e refrigerantes? “Os sucos entram na conta da hidratação e podem ser contados. Contêm sais minerais e açúcares. Os refrigerantes contêm uma grande e desproporcional quantidade de açúcares e devem ser evitados”, explica.

HIDRATAÇÃO CERTEIRA

Estar sempre atento ao próprio corpo é um grande aliado na manutenção do nível de água necessário para o bom funcionamento do organismo, pois assim, é possível identificar de maneira muito fácil os baixos índices de água corporal. A secura na boca e a pouca urina são um sinal. Os olhos fundos, a diminuição da elasticidade da pele, a elevação da temperatura corporal, dos batimentos cardíacos e da frequência respiratória são sinais que também ajudam avaliar o nível de hidratação do corpo.

Entender a importância da água para a vida é fundamental para respeitar e preservar esse bem precioso. Atitudes simples, como sempre ter uma garrafa de água por perto ou fazer uso dos famosos aplicativos de avisos para ingestão de água, podem ajudar você a manter o corpo hidratado na medida certa. O resultado é quase imediato, uma vez que os processos do corpo passam a ocorrer sem interrupções, causando sensação de bem-estar e apresentando uma pele mais vistosa. Lembre-se de que a boa hidratação é o primeiro passo para uma vida saudável.

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Bebê a caminho? Saiba a importância do teste do pezinho

Conheça história e aplicação de um dos principais exames neonatais

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Apesar de parecerem indefesos e frágeis, os bebês se adaptam de maneira mais fácil do que se imagina. Já em sua primeira semana de vida, conseguem reconhecer a mãe pela voz e pelo cheiro, se comunicam pelo choro e passam a identificar pessoas individualmente. No entanto, o recém-nascido necessita de uma série de cuidados. Entre eles, um exame é fundamental: o teste do pezinho.

O teste surgiu nos anos 1960 nos Estados Unidos, mas se tornou obrigatório em território nacional apenas em 1992, tendo chegado ao país na década de 1970 pelo programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). O exame, que deve ser feito na primeira semana de vida da criança, é muito simples: bastam algumas gotas de sangue do calcanhar para que a fenilcetonúria – doença genética rara que faz com que alimentos que contenham a substância fenilalanina intoxique o cérebro, causando deficiência intelectual permanente – seja detectada.

Hoje, a evolução do teste permite que outras doenças também sejam diagnosticadas, como hipotireoidismo congênito e a fibrose cística. “Somando todas as técnicas passíveis de uso rotineiro na triagem neonatal, poderíamos testar mais de 60 doenças, sendo que boa parte delas já possui tratamento, que deve ser iniciado o mais rapidamente possível”, explica o Dr. Gustavo Guida, médico geneticista e nosso consultor.

ANTES E DEPOIS

Década de 60

Com poucas gotas de sangue embebidas em papel filtro, o primeiro método – simples, barato e rápido – detectava a fenilcetonúria. Isso permitiu que qualquer agente de saúde pudesse coletar material dos bebês, enviar para laboratórios e obter resultados confiáveis. Uma característica dos exames dessa época era o uso de métodos individuais para cada doença, aumentando o custo, o tempo de realização e o risco de interferências nos resultados.

Hoje

Com o uso de cromatógrafos de alta performance e espectrômetros de massa, sugerido pela primeira vez ainda no século passado, passando a realizar parte dos testes da triagem neonatal, foi possível ampliar o acesso, acelerar os resultados e aumentar sua confiabilidade, além de permitir com que em um único exame seja possível investigar múltiplas doenças. O Laboratório Exame realiza o teste do pezinho e oferece ainda a possibilidade do exame ser feito em casa, ou na localidade de preferência dois pais, sem custo adicional.

Dengue vs Chicungunya

Conheça as principais diferenças entre as doenças e saiba como se proteger

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As notificações de casos de dengue aumentaram no ano de 2015. Os números divulgados pelo Ministério da Saúde, que referem à situação da doença até 28 de março, demonstram que, em relação ao mesmo período do último ano, houve um aumento de 114% nos casos registrados, chegando a 460.502 casos confirmados. E uma nova ameaça surgiu nesse cenário: a Chicungunya.

Transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti, a doença teve 1.513 casos confirmados até o mês de março, em diversas capitais brasileiras, segundo dados do Ministério da Saúde. A diferença entre as doenças está no vírus que é transmitido, o que leva a sintomas diferenciados.

“O quadro clínico inicial, com febre e dores de cabeça, é idêntico. O que diferencia é basicamente o tipo de dor no corpo. Na dengue, o paciente tem mais dores musculares, e na Chicungunya, dores articulares, que podem se prolongar por semanas nos casos mais complicados”, explica nosso infectologista, Dr. Alberto Chebabo.
Com características tão próximas, é importante que, além do exame clínico, sejam feitos exames laboratoriais para o diagnóstico correto. “O resultado do exame indica a presença do vírus CHIKV. Já as sorologias indicam a presença de anticorpos contra o vírus Chicungunya ou CHIKV, diagnosticando que o paciente já foi ou está infectado pelo vírus”, explica.

VACINA EM PRODUÇÃO

A medida mais aguardada como promessa de um combate mais efetivo às doenças são as vacinas. No entanto, mesmo que os resultados das pesquisas tenham sido animadores, as amostras ainda não atingiram o que se considera a proteção ideal, acima de 80%. A dificuldade em relação a um resultado mais eficaz para a vacina contra a dengue está na necessidade de se obter uma proteção para quatro diferentes tipos de vírus que causam a doença.

Contudo, a divisão farmacêutica Sanofi Pasteur já declarou sua pretensão de entrar com o pedido para o registro da vacina, neste ano, em vários países endêmicos. A empresa acredita que até o segundo semestre de 2015, a vacina já esteja disponível no Brasil.

O dado mais encorajador dos estudos apresentados é que o número de internações por casos graves teve uma diminuição significativa entre as pessoas vacinadas, contribuindo para uma menor taxa de mortalidade da doença e dos custos sociais gerados.

COMO EVITAR?

Enquanto a vacina não está disponível, o mais importante é o combate aos criadouros, que se encontram em águas limpas e paradas. Esse cuidado deve evitar desde as águas que se alojam em pneus, em caixas-d’água ou piscinas que permanecem sem a devida limpeza.

Outra medida importante é diagnosticar de forma correta os casos de dengue, assim como os de Chicungunya. Com qualquer sintoma, procure seu médico. Realize os exames complementares no Laboratório Exame.

Conheça as principais diferenças entre a dengue e a febre Chicungunya:

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