Andropausa não é a menopausa no homem

Distúrbio androgênico do envelhecimento masculino tem particularidades bem diferentes

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Uma das alterações que ocorre no organismo do homem com mais de 40 anos é a diminuição da testosterona, que afeta 9% dos homens acima dos 40 e 33% daqueles com mais de 60 anos. O Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino, conhecido como Andropausa, pode causar diversos sinais e sintomas e aumentar a predisposição a algumas doenças.

De acordo com Dr. Clovis Cechinel, geriatra do laboratório Exame, a andropausa não pode ser considerada uma menopausa masculina, pois existem diversas particularidades entre os dois distúrbios. “Na mulher a menopausa acontece de forma muito rápida e tem um marco com a modificação do ciclo menstrual e leva a sinais mais fortes, como a onda de calor. Já no homem a manifestação dos sintomas é lenta e pouco evidente”, explica o médico.

Os sintomas no homem causados pela baixa da testosterona são relacionados em sua grande maioria com a diminuição de desempenho sexual e cansaço. “Os homens se queixam de uma diminuição de libido, e a capacidade de ereção diminui. Fora isso, observamos uma queda no desempenho físico e mental, podendo levar o paciente a ficar com uma dificuldade de concentração e até ansioso”, lista.

A queda hormonal no homem pode também levar a sinais mais fortes e estar relacionada a várias doenças. “Dependendo do nível da redução da taxa do hormônio masculino, pode haver até uma queda de pelos e uma perda de massa muscular e massa óssea. Até a infertilidade é um sintoma possível já que diminui também a produção de espermatozoides”, exemplifica o geriatra.

Medindo a testosterona

O especialista analisa que devido à falta de sintomas característicos, a andropausa é mais dificilmente detectada do que a menopausa, e por isso, menos conhecida. “A maioria das queixas do homem durante a andropausa, como o cansaço e libido reduzido, se confunde com outros quadros associados. A verdade é que as coisas vão mudando aos poucos no corpo do homem e ele percebe menos as limitações”, explica Dr. Clóvis.

De acordo com o geriatra, os homens se preocupam menos com o corpo e a saúde e isso dificulta ainda mais o acompanhamento do médico. Por isso é importante considerar o apoio de exames que confirma os sintomas e da dosagem da testosterona no sangue. “Quando as mulheres começam a perceber qualquer diferença elas vão direto ao médico e sabem dizer exatamente o que está incomodando, os homens não. Por isso é importante acompanhar o homem com o auxilio de exames complementares”, conclui o médico.

Confira dicas para aplicar o repelente de forma correta e afastar a dengue

Segundo o infectologista do Laboratório Exame, Dr. Alberto Chebabo, o mosquito da dengue tem o voo baixo, mais próximo do solo, ou seja, o risco de picada é maior nos pés e nas pernas.

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Em meio ao atual surto de dengue, muita gente vem buscando soluções para afastar o mosquito transmissor da doença. Além dos cremes e sprays repelentes, é crescente o uso das pulseiras de borracha feitas com citronela. Mas elas são realmente eficientes no combate ao Aedes Aegypti?

Segundo o infectologista do Laboratório Exame, Dr. Alberto Chebabo, o mosquito da dengue tem o voo baixo, mais próximo do solo, ou seja, o risco de picada é maior nos pés e nas pernas.

“Já que a pulseira é utilizada no pulso e a quantidade de citronela utilizada na sua fabricação não é suficiente para afastá-los do corpo todo, a probabilidade dela funcionar é bem baixa”, explica o médico. Embora a citronela seja um repelente natural, de acordo com o especialista, não há evidências científicas que seu uso seja o método preventivo mais eficaz. “Os repelentes com concentrações acima de 25% e que oferecem proteção de 12 horas ou mais são os mais indicados e com maior capacidade de proteção”, diz o médico.

As velas de citronela também têm sido utilizadas para repelir o Aedes Aegypti. Entretanto, assim como a pulseira, ela é limitada por só afastar o inseto em uma determinada região. “Na verdade, nenhum método repelente é 100% confiável. Até porque alguns tipos de mosquito criaram resistência às substâncias utilizadas para afastá-los. Mas isso não torna sua utilização desnecessária, ainda mais neste período de epidemia”, conclui o especialista.

Confira algumas dicas de como utilizar o repelente corretamente:

– Siga a recomendação do produto: Cada repelente traz na embalagem informações sobre sua durabilidade e conservação. Reaplique após as horas indicadas;

– Atente-se a água e suor: Se for nadar ou praticar atividades físicas, o repelente deve ser reaplicado, pois ele perde sua eficácia em contato com a água e o suor intenso;

– Atenção às crianças: Procure repelentes específicos para bebês e crianças, já que as substâncias utilizadas nos tradicionais podem ser prejudiciais aos pequenos.

 

Entenda o pré-diabetes e saiba como se prevenir

Casos têm aumentado em todo o Brasil devido à alimentação inadequada e sedentarismo; exames ajudam a diagnosticar a condição

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Aproximadamente 10% da população brasileira apresentam altos riscos de desenvolver diabetes tipo dois em alguma fase da vida. Pessoas acima dos 40 anos, com sobrepeso, sedentárias e que apresentam histórico familiar fazem parte deste grupo. Porém, antes do estabelecimento da doença, existe uma fase conhecida como pré-diabetes. O que poucos sabem é que já nesta fase o organismo sofre diversos danos.

Considera-se portador de diabetes o indivíduo que apresenta um índice glicêmico em jejum acima de 125 mg/dl (nível de açúcar por decilitro de sangue). Uma pessoa saudável apresenta índices inferiores a 100 mg/dl. O intervalo entre estes dois valores corresponde ao pré-diabetes.

Estima-se que hoje existem aproximadamente oito milhões de brasileiros nesta faixa e nos próximos cinco anos, 35 milhões de pessoas devem desenvolver o pré-diabetes. O mais grave é que metade deles deve evoluir para a versão plena da doença e a mesma quantidade não está ciente disso.

Além do fator genético não modificável, a alimentação inadequada, o sedentarismo e a obesidade são fatores que têm favorecido o aumento de casos de diabetes tipo dois. A gordura sedimentada na região abdominal é ainda mais grave, pois dificulta a ação da insulina produzida pelo corpo. Há ainda registros de jovens desenvolvendo a doença, por conta de uma alimentação inadequada na infância.

O diabetes tipo dois apresenta complicações como insuficiência renal, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e neuropatias (complicação que afeta os nervos das extremidades do corpo). Apesar de não apresentar riscos elevados, especialistas acreditam que durante o pré-diabetes, 50% da produção de insulina está comprometida, o que propicia o aumento progressivo dos níveis de açúcar.

Prevenção

As dietas de baixa caloria são fundamentais para manter baixo o nível de açúcar no corpo. Massas e pães integrais devem ser privilegiados, pois promovem uma liberação lenta de insulina, diferente dos carboidratos comuns que causam picos logo após a ingestão.

 

De uma forma geral, atividades físicas são essenciais e devem ser estimuladas desde cedo, já que melhoram o nível glicêmico. Trinta minutos diários de atividades aeróbicas ajudam a combater o pré-diabetes, mas o ideal é combinar o gasto calórico com o fortalecimento muscular.

Exames

Glicemia em jejum: este é o exame que mede o nível de açúcar no sangue, no momento em que é realizado. O ideal é manter os níveis entre 70 e 99 mg/dl. Valores mais baixos indicam uma hipoglicemia. Os valores entre 100 e 125 mg/dl indicam o pré-diabetes e, acima disso, o diabetes pleno.

Hemoglobina glicada: um dos métodos mais eficazes para o diagnóstico da diabetes ou pré-diabetes é o teste de hemoglobina glicada, a fração da hemoglobina que se liga à glicose. O exame deve ser realizado por pessoas saudáveis durante o check-up anual. Ao contrário da dosagem de glicemia, este exame apresenta as concentrações de açúcar nos últimos três meses. Valores entre 5,8% e 6,4% indicam o pré-diabetes.

Teste de tolerância à glicose oral: para realizar este exame é necessário jejum de 8h a 12h e evitar esforço físico no dia anterior. O exame mede a glicose no sangue em jejum e após ingestão de líquido com quantidade determinada de glicose.

 

Principais exames indicados para os idosos

Para quem está perto ou já chegou aos 60 anos, alguns exames tornam-se ainda mais importantes

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A população brasileira está envelhecendo. Segundo dados da última pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012, os idosos – pessoas com mais de 60 anos – somam 23,5 milhões de brasileiros. Na comparação entre 2009 (última pesquisa divulgada) e 2011, o percentual de idosos aumentou 7,6%, ou seja, mais 1,8 milhão de pessoas. No total, já são mais de 20 milhões de brasileiros com mais de 65 anos e a previsão é que esse crescimento se acelere. Porém, com o avançar da idade, aumentam também os riscos de desenvolver várias doenças. Por isso, é necessário redobrar os cuidados para viver esse período com muita saúde.

 

Para quem está perto ou já chegou aos 60 anos, alguns exames tornam-se ainda mais importantes para conferir o estado geral do organismo e detectar precocemente doenças que ainda não se manifestaram. E, em muitos casos, quanto mais cedo forem diagnosticadas, maiores as chances de cura ou controle.
Algumas medidas gerais para a prevenção de doenças nessa idade são: ter um médico de confiança, a quem deverá levar todos os possíveis problemas de saúde; tomar as vacinas indicadas para a idade; aferir a pressão arterial periodicamente e usar camisinha para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

 

Exames de sangue

– A dosagem da glicose pode identificar precocemente uma eventual tendência a apresentar diabetes.

 

– TSH, o hormônio que controla a tireoide. Recomenda-se que seja realizado, pelo menos, a cada cinco anos após os 35 anos, por ser a partir dessa idade que aumenta a tendência ao hipotireoidismo. Após os 60 anos, torna-se ainda mais importante.

 

– O hemograma avalia se há anemia, o que leva o médico a solicitar outros exames para identificar a causa.

 

– Dosagem da creatinina com a estimativa da filtração glomerular fornece um bom indicador sobre o funcionamento normal dos rins, identificando precocemente alguma diminuição de função.

 

– Perfil lipídico e Proteína C reativa (PCR): avaliam as alterações do perfil lipídico (gorduras no sangue), que provocam as doenças cardiovasculares (DCV).

 

– Avaliação das enzimas do fígado (TGO, TGP, gama GT etc.)

 

– PSA: indicado nos homens com mais de 45 anos, como complemento do toque retal realizado pelo médico, para a identificação precoce do câncer de próstata.

 

Exames de fezes

– A pesquisa de sangue oculto poderá ser solicitada pelo médico, especialmente se houver anemia e alterações intestinais. Conforme a indicação do médico, o exame parasitológico de fezes poderá ser pedido.

 

Outros exames

– Mamografia – o exame é indicado a partir dos 35 anos ou dos 30 em mulheres com casos de câncer de mama na família. Ele deve ser realizado a cada cinco anos até os 70 anos.

 

– Densitometria óssea –  deve ser feito tanto por homens quanto por mulheres após os 65 anos. Para elas, deverá ser feita até antes, após a menopausa, caso haja fatores de risco para fraturas. A finalidade é detectar se há osteoporose e maior tendência a fraturas  espontâneas ou de quedas, que são mais frequentes nessa faixa etária.

 

– Colonoscopia – é recomendada a partir dos 50 anos. Pacientes com casos de câncer na família devem repetir o exame de cinco em cinco anos; os demais devem repeti-lo a cada 10 anos. O objetivo é rastrear câncer colorretal

 

– Radiografia de tórax – solicitada especialmente para quem é fumante, a fim de avaliar os pulmões. O médico consegue rastrear câncer nesses órgãos, se houver alguma imagem anormal.

 

– Eletrocardiograma – geralmente solicitado quando o paciente começa a se consultar com o geriatra. Assim, o médico terá exames para comparação se houver alteração no futuro.

 

– Exames ginecológicos – papanicolau e exame de toque devem fazer parte da lista desde a juventude, mesmo para quem não tem mais vida sexual ativa. Ele detecta precocemente o câncer de colo de útero e algumas infecções.
– Toque retal – apesar de ainda ser temido por muitos homens, esse exame detecta anomalias importantes na próstata, como câncer.