Suplementos alimentares: quem deve tomar?

Não exagere na ingestão destes medicamentos e sempre faça acompanhamento médico.

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A alimentação do brasileiro passa por um momento de contrastes. Ao mesmo tempo que há a busca insana por dietas de desintoxicação, principalmente pelo público feminino, outra parte da população alimenta-se muito mal, ingerindo alimentos ricos em carboidratos e gorduras. Com isso, o valor nutricional das refeições está cada vez mais baixo, o que gera uma carência de nutrientes no organismo e impactos na saúde e qualidade de vida das pessoas.

 

Quando isso ocorre, a indicação de medicamentos como vitaminas, polivitamínicos e suplementos alimentares balanceados é recomendada. “Estas substâncias são indicadas em situações em que há falta de consumo ou incapacidade de absorção dos nutrientes. A suplementação nutricional feita pelo médico proporcionará uma reposição em quantidade adequada e por tempo determinado. As carências nutricionais podem ser identificadas na consulta médica e confirmadas nos exames laboratoriais”, afirma Dra. Myrna Campagnoli, endocrinologista do laboratório Exame.

 

A maioria das vitaminas, sais minerais e eletrólitos pode ser dosado no sangue através de dosagens laboratoriais. Porém, existem sintomas e sinais clínicos sugestivos de carências. Apesar dos benefícios proporcionados pelos suplementos, Dra. Myrna reforça que não há evidências de melhora da disposição, fadiga, imunidade, envelhecimento, ossos, visão e cânceres com o uso de vitaminas e polivitamínicos sem necessidade clínica.

Por isso, não exagere na ingestão destes medicamentos e sempre faça acompanhamento médico.

Incidência de pedras nos rins aumenta 30% no verão

Cerca de 15% da população brasileira apresenta cálculos renais; em 85% dos casos, as pedras são pequenas e expelidas pela urina

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A incidência de pedras nos rins aumenta cerca de 30% no verão, entre os meses de janeiro e março. Isto ocorre porque com o calor, as pessoas transpiram mais e não ingerem líquidos o suficiente. Além disso, durante as férias há uma tendência ao consumo de alimentos industrializados e ricos em sódio, que facilitam ainda mais o aparecimento de cálculo renal.

Cerca de 15% da população brasileira apresenta cálculos renais. Em 85% dos casos, as pedras são pequenas e expelidas pela urina. O restante dos pacientes apresenta dores fortes e infecções, necessitando de tratamento à base de remédios ou de intervenção cirúrgica. A chance de reincidência da doença também é grande: metade dos pacientes volta a ter a doença. Por isso, é importante que os pacientes que já sofreram com pedras nos rins realizem acompanhamento para evitar novas crises.

Há alguns fatores de risco para o desenvolvimento de pedras nos rins. Entre eles, pessoas que já se submeteram a cirurgia bariátrica, pessoas que bebem muito álcool e pacientes com gota. Nestes casos, é preciso que o paciente tenha cuidado redobrado para evitar o problema.

Veja abaixo os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento de pedras nos rins:

– Pessoas que já passaram por cirurgia bariátrica – A cirurgia modifica a absorção de oxalato, por alterar a composição da flora intestinal, o que contribui para a formação do cálculo;

– Pessoas com Gota – Esta doença promove um aumento de ácido úrico, uma das causas de cálculo renal;

– Alcoolistas – O excesso de álcool causa desequilíbrio agressivo no processo de absorção das substâncias que formam as pedras;

– Pacientes que apresentam infecções urinárias de repetição;

– Uso indiscriminado de antiácidos e vitamina C.

Substitua o sal por outros temperos

A ingestão excessiva de sal pode causar doenças como a hipertensão arterial. Conheça opções para substituí-lo em sua refeição

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O sal de cozinha tem ação importante como conservador alimentar e é um tempero muito popular. Porém, sua ingestão em excesso e o consequente exagero no sódio, um de seus componentes, pode causar diversas doenças, como pressão alta, pedra nos rins e insuficiência renal.

O consumo médio de sal no Brasil é de 10 a 12 gramas por dia e por pessoa, porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de no máximo 5 gramas.

O consumo de sódio não está apenas no sal de cozinha, mas também nos diversos produtos industrializados que fazem parte do nosso dia a dia. Para reduzir o sódio ingerido, portanto, é necessário diminuir ao máximo o consumo de industrializados e ficar atento à substituição ao sal no preparo de suas refeições por outros temperos.

Alho, cebola, limão, manjericão, alecrim, cebolinha, orégano, salsa ou salsinha, tomilho, louro, açafrão, curry, pimenta, noz-moscada e gengibre são várias opções de tempero que, além de diversificar seus pratos, podem deixar suas receitas mais saudáveis.